História da CEUP

As origens da CEUP remontam ao início do século XX; esta aparece em 1944 como herança da família Lobato. Hoje, a inscrição pública da Casa está sob égide da União Acadêmica Paraense e é cedida para abrigar os estudantes vindos do interior do Pará ou mesmo de outros estados. Esta passou a ser moradia estudantil no ano de 1957, denominada Casa do Estudante Universitário do Pará (CEUP). É uma instituição de direito privado e de caráter assistencialista, registrada no Conselho Nacional de Serviço Social, sob inscrição 220313/68 e reconhecida como utilidade pública em 1984, pelo então governador do Estado Jader Fontenelle Barbalho.

No período em que a casa era residência particular, esta fazia frente para a Av. Dezesseis de Novembro, era um casarão de dois andares e uma torre e com uma vasta área de fundo que alcançava a travessa São Francisco. Quando da fundação da CEUP em 1957, o imóvel apresentava essa conformação, porém, na década de 1970, foi construído, um segundo prédio de três andares, fazendo frente para a travessa São Francisco. Essa estrutura permanece até os dias atuais.

Av. 16 de Novembro Antiga

(Imagem) Avenida Dezesseis de Novembro, em 1901, antes das mudanças ocorridas em sua área durante o período Lemos. Observamos à esquerda, a lateral do imóvel que viria a ser a Casa do Estudante Universitário do Pará. In: SARGES, Maria de Nazaré. Belém: Riquezas produzindo a belle-époque (1870-1912). Belém: Paka-Tatu, 2002, p. 105.

A CEUP possui atualmente dois prédios, sendo o primeiro, o casarão antigo da Dezesseis de Novembro, composto de dois andares, contendo dezessete quartos, nestes ficam cerca de dois a quatro moradores regulares. O segundo prédio foi construído na década de 1970, o que aumentou consideravelmente o número de moradores.

CEUP em 1985.

Abaixo, o jornal Beira do Rio (1985), mostra a CEUP em seu pior momento.

 

 

 Além dos quartos, a Casa dispunha de outros espaços de utilização comum como lavatórios, banheiros (havia apenas um banheiro em cada prédio, estes com cerca de quatro boxes), sala de estudos (ou “Salão-Nobre”, utilizado também para as Assembléias).

Havia ainda um restaurante, aonde “empregados” da Casa serviam diariamente refeições aos moradores. Este se localizava inicialmente no segundo andar do prédio da Dezesseis de Novembro, deslocando-se para o térreo do prédio da S. Francisco na década de 1970. O preparo dos alimentos, a dispensa e coordenação das atividades do restaurante era competência do Diretor de Restaurante, que juntamente com a Diretoria administrava os recursos da Casa para esse fim. Recursos estes oriundos de convênios firmados com instituições de apoio ao estudante, além da taxa de restaurante paga mensalmente pelos moradores, conforme estatuto da época.

Deste modo, a Casa dos Estudantes localiza-se na Avenida Dezesseis de Novembro, 563 no Bairro Cidade Velha; e como segunda entrada a Travessa São Francisco, 450 no Bairro Batista Campos em Belém, no perímetro entre a Avenida Almirante Tamandaré e Passagem Veiga Cabral.

A organização administrativa da Casa era a seguinte: Diretoria, composta por presidente, vice-presidente, 1º e 2º secretários, 1º e 2º tesoureiros, Diretor Social, Diretor de Restaurante, Diretor de Relações Publicas e Patrimônio e Diretor de Esporte; Conselho administrativo, formado por dez membros que tem como funções aconselhar a Diretoria no âmbito administrativo, defender os direitos da comunidade “Ceupeana”, além de assumir a Direção da Casa quando da vacância da Diretoria; o Conselho fiscal, composto por três membros exerce a função de analisar a prestação de contas anual apresentada pela Diretoria. A Assembléia Geral é o órgão de deliberações convocada pela Diretoria ou por dois terços dos associados que se reúne em caráter ordinário ou extraordinário para decidir questões que fogem das competências dos outros órgãos administrativos, bem como para questionar ou ratificar determinações desses, desde que não contraponha o estatuto da Casa. Na Assembléia Geral todos os associados possuem voz e voto isonômicos.

Além desses órgãos diretivos, a Casa ainda contava com Comissões para atividades esporádicas, são estas: Comissão de Seleção, Comissão de Obras, Comissão de Festas e Comissão de Eleição, além dos Grupos de Trabalho. Todos os órgãos administrativos eram escolhidos pelo pleito da Assembléia Geral como exceção da Diretoria que era escolhida através de eleição específica e sufrágio geral, secreto e majoritário.

Essa forma de organização junto com entrevistas com ex-moradores nos ofereceu subsídios para a percepção das minúcias internas, das divergências e convergências entre os micro-grupos no âmbito da Casa, uma vez que, as chapas que concorriam às eleições apresentavam propostas diversas. A escolha de uma chapa para representar a Casa, mostrava a aceitação, afinidade e preferência da comunidade por um determinado grupo. As Assembléias também suscitavam o debate dos moradores onde eram apresentados pontos de vista distintos.

A multiplicidade de opiniões, perspectivas, interesses desses moradores foram percebidas por meio das entrevistas que trataram de um cotidiano para além da participação desses moradores em Assembléias ou eleições, mostrando as suas vivências diárias como os relacionamentos dos moradores. Assim visualizamos um pouco das relações estabelecidas nos espaços de socialização da casa, bem como entre os colegas de quarto; também foram enfocados os momentos de lazer como os torneios promovidos pela CEUP, ou os jogos amistosos entre os próprios moradores, além das festas que a Casa promovia como a do seu aniversário, carnaval, festa de recepção dos novos moradores, entre outros.

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